
Na edição de março da Revista Casa e Jardim, a curadoria revela mais do que uma seleção estética — apresenta uma forma de pensar o espaço. À frente dessa narrativa está Júnior Piacesi, cuja arquitetura parte do silêncio, da luz e da precisão.
Com mais de duas décadas de trajetória, o arquiteto mineiro constrói ambientes onde o essencial ganha protagonismo. Linhas contidas, proporções equilibradas e uma paleta que privilegia tons claros definem uma linguagem que não busca chamar atenção — mas permanecer.
É nesse contexto que a matéria se torna elemento central.
A escolha que revela o projeto
Entre pedras naturais, tecidos orgânicos e superfícies de aspecto bruto, o Mr. Skin Stone, da Protécnica, surge com naturalidade quase inevitável.
Sua presença não se impõe. Ela se integra.
Com textura mineral delicada e aparência contínua, o revestimento traduz com precisão a busca de Piacesi por materiais que dialogam com o tempo e com a luz. Ao invés de competir com os demais elementos, ele cria base — uma superfície que acolhe, reflete e equilibra.
Superfícies que respiram
Na arquitetura de Júnior Piacesi, a luz natural percorre os espaços com liberdade. E é justamente nessa relação que o Mr. Skin Stone revela sua potência.
Sua textura sutil reage à iluminação ao longo do dia, criando variações quase imperceptíveis — um movimento silencioso que transforma a parede em plano vivo.
Há uma intenção clara:
menos contraste, mais profundidade.
menos excesso, mais permanência.
Entre o gesto e a matéria
A escolha do revestimento reforça uma característica marcante do arquiteto: a atenção ao que não é imediato.
Não se trata apenas de estética, mas de sensação.
O toque levemente irregular, o aspecto mineral e a continuidade visual do Mr. Skin Stone constroem uma experiência que vai além do olhar. É um material que convida à aproximação — e sustenta o espaço sem precisar de protagonismo explícito.
Essencial, como deve ser
Ao integrar o Mr. Skin Stone à sua curadoria, Júnior Piacesi reafirma uma arquitetura que encontra força na contenção.
E, nesse cenário, a Protécnica se insere com precisão: oferecendo superfícies que não apenas revestem, mas traduzem a intenção do projeto.
Porque, quando a matéria é bem escolhida, o espaço não precisa dizer muito — ele simplesmente permanece.

BEPRO — A matéria como linguagem em Júnior Piacesi

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